Publicado em Diversos

Rótulos: do pertencimento à fragmentação

Olá queridos leitores, seguidores e xeretas. Como você estão? Vamos falar de coisa polêmica, chega mais Cláudia!

Pertencimento

Segundo Mauro Wilton de Souza (leia o texto do tio da USP neste link), o pertencimento tem sido um fenômeno, especialmente forte atualmente, devido às exclusões e inclusões sociais.

Isso quer dizer o quê? Primeiramente, esse assunto é demasiadamente complexo, mas eu vou falar aqui da parte superficial, pois acredito que ela vai dar conta do recado e do objetivo deste texto.

Um grupo de pessoas que tem características semelhantes se agrupam e idealizam uma nova identidade do grupo baseando-se na cultura dos integrantes (considere a história do povo nesse ponto), os costumes, os gostos, os modos de expressão e sentimentos, entre outras questões. Esse movimento acontece porque “sozinhas” as pessoas tendem a ser incluídas ou excluídas de acordo com as ideias de um grupo maior, que tem poder predominante naquela sociedade.

O grupo traz ao indivíduo o sentimento e a ideia de que agora além de pertencer à algum lugar, defender os ideais do grupo, ele também é co-autor de todas as decisões, iniciativas e ações que acontecem ali. É algo como sentir que ‘se faz parte’, mas psicologicamente, culturalmente e socialmente traz questões muito mais profundas do que isso. Como por exemplo, preservação de cultura e identidade (a cultura indígena é um exemplo bastante interessante de ser observado, para gente entender melhor).

O grupo – que agora são milhares -, é formado por pessoas com objetivos em comum. Lutar por direitos, questionar as diferenças, defender suas características, expandir e reviver as raízes, entre tantas outras coisas. O que faz indivíduos tornarem-se um grupo é o interesse pelos mesmos assuntos, as semelhanças e  fato de objetivarem algo parecido.

Com minhas palavras dei uma ideia do que é pertencimento, mas você pode pesquisar muito mais para entender profundamente o assunto. Inclusive, indico que você pesquise o cara que idealizou a ideia da necessidade de pertencimento: Abraham Maslow.

Direto ao assunto

Segundo o o psicólogo Abraham Maslow, o homem necessita pertencer à algum grupo, faz parte do seu desenvolvimento. E paro daqui para dar palmas para o tio, porque eu concordo muito com ele.

Apesar de concordar, pensando aqui como indivídua do século 21, ano 2016, eu paro e vejo um caos social. Um conflito gritante entre pertencimento x globalização.

Os grupos servem para fortalecer os ideais, inclusive, a presença de diversos grupos é uma forma de grande crescimento para o ser humano em diversas áreas. Todos são muito bons em distintas coisas e absolutamente ninguém é bom em tudo. Viva a diversidade!

Porém, alguns limites estabelecidos por grupos tendem a criar o movimento contrário ao objetivo inicial, ficar mais forte através da união. Estão tão preocupados em marcar suas áreas, que a mistura das culturas parece um crime. Estamos há milhões de séculos sentindo o multiculturalismo tomar proporções muito interessantes ou muito devastadoras, dependendo do caso.

Essa busca incessante para marcar território traz consigo um legado de limites que não é o almejado em plena era de globalização (Será mesmo? Tomara que não.). A fragmentação que está acontecendo pode talvez ser um fenômeno necessário para preservar aspectos sagrados das culturas, mas também traz uma noção de egoísmo muito forte.

Imagine um mundo totalmente fragmentado. Imagine que no mundo fragmentado aconteça uma catástrofe em algum lugar. Imagine que ninguém vai ajudar porque estão ocupados demais com suas questões. Essa ideia é radical sim, mas queridos, olhem para a Síria agorinha, neste momento. E nem estamos totalmente fragmentados, a internet ajudou a globalizar isso e deixar todo mundo assim: indignado e parado.

Agora imagine um mundo onde as pessoas de cultura diferentes, sentam, conversam, contam para as outras como é a sua cultura. Imagine esse mundo cheio de tolerância. Imagine todos em volta de uma fogueira, assim como em Acapulco, no Chaves: o morador de rua, o bastante pobre, o professor, a solteirona, a divorciada e o dono da coisa toda, todos juntos compartilhando uma noite.

Em que mundo você quer viver? Você está aí respeitando a opinião da outra pessoa, mesmo quando não concorda com ela? Ou você é daqueles que quer discutir até provar sua verdade?

A intolerância fragmenta meus caros. O fragmento traz ruptoras. As rupturas trazem caos. Quem colabora para o desenvolvimento positivo ou negativo da sociedade somos nós. Quem te rotulou, está rotulando agora? Ou agora você é o rotulador?

[IMAGINE ESSE CAMINHO] Sozinho. Tô no grupo. O grupo entrou na comunidade. Estamos na comunidade. O grupo saiu da comunidade. Tô no grupo. Adivinha só qual é o próximo passo.

Quero dar um aviso importante antes de terminar esse texto: não sou socióloga nem nada do tipo, mas como qualquer pessoa, me considero apta a falar sobre determinados assuntos de acordo com a minha experiência. Espero que a minha perspectiva traga algo de interessante para vocês.

Qualquer dúvida, aflição, xingamento ou comentário, é só mandar aqui pra tia.

Obrigada pela companhia e sejam felizes e mais tolerantes. Beijinhos!

Autor:

Metamorfose ambulante, ♥

Comente sua opinião aqui

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s