Publicado em Poematizese

minha dificuldade de enfrentar o mundo.

 

às vezes, me sinto à beira de um abismo.

eu olho lá para baixo, balanço meu corpo.

pra frente, pra trás. pra frente, pra trás.

eu estou no topo dessa rocha, olhando o imenso escuro que tem lá embaixo.

parece loucura, eu sei. mas quando olho para trás vejo esse louco mundo.

olho para ele, com todas as suas cores, com toda sua monstruosidade.

sua confusão me confunde, sua violência me dilacera.

por vezes penso em pular na imensidão do escuro.

mas há algo dentro de mim que ainda luta.

eu não sei o que é, não sei se devo ouvir, mas eu escuto.

às vezes, essa dúvida vai embora. às vezes, essa dor vai embora e eu só quero dançar.

às vezes, me desespero. às vezes, o mundo inteiro parece cair sobre mim.

então, eu sinto aquelas mãos entrelaçadas às minhas.

sinto o calor de um corpo de luz ao meu lado.

eu fecho os olhos, me deixo ser guiada por ele.

quando abro de novo meus olhos, não estou mais à beira do abismo.

estou aqui, em meio à flores vermelhas com caules brancos.

o céu está azul, as plantas estão verde oliva.

eu olho para as nossas mãos, depois para seu rosto.

sua luminosidade é tanta, que me sinto iluminada.

ele abre um sorriso e me diz:

– olhe para a luz e serás iluminada.

eu assenti, entendi. não devo mais me esconder à beira do precipício, olhando a escuridão.

devo vir ao jardim, para sentir aquecer meu coração.

Post dedicado à um ser de luz que está meio perdido, mas continua acompanhado. 

Autor:

Metamorfose ambulante, ♥

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