Publicado em Diversos

a frustração de um emprego não querido.

Acho que a maioria das pessoas já sentiu aquela sensação de não estar nem um pouco a fim de ir trabalhar, porque toda vez que chega naquele lugar, se sente péssimo. Se você nunca sentiu isso, parabéns colega! Mas ainda não desista de ler até o final, pois este texto ainda pode servir para você.

Existem diversas razões para sentir essa sensação de sofrimento antes de sair de casa, talvez sejam as pessoas no trabalho, talvez seja o caminho doloroso – cheio de transito, pessoas mal educadas e mal humoradas, barulho, poluição, transporte lotado, etc -, talvez seja o processo mecânico de trabalho, talvez seja a burocracia, ou talvez, seja porque se detesta o que se faz.

Eu quero falar especialmente deste último caso. A pessoa está naquele emprego que ela não suporta pois “foi o que ela conseguiu entrar” e sim, ela realmente precisa dele e não está pensando em largar, afinal, as contas ainda precisam ser pagas.

Eu não estou aqui para definir se o trabalho é ou não necessário na vida de fulano ou ciclano, mas eu quero dizer que diante desse quadro, existem algumas possibilidades positivas e outras negativas de como se pode agir.

A primeira coisa a ser analisada é que quando estamos em um emprego que não gostamos, nós definitivamente ficamos extremamente MENOS tolerantes. Isso quer dizer que nossa paciência foi para o saco, tudo nos irrita, todos nos irritam e a própria rotina nos irrita, o que por vezes ou faz nossa trabalho perder a qualidade e/ou faz nós sermos pessoas muito difíceis de lidar.

A segunda coisa a ser analisada é que NINGUÉM tem culpa se alguém detesta o emprego ou qualquer aspecto dele. Portanto, é muito importante que se trate as outras pessoas com muito respeito, independentemente do fato de se estar ou não feliz naquela experiência, principalmente, porque foi uma escolha particular e sinceramente, as pessoas não tem culpa das escolhas alheias.

Quando alguém se sente infeliz no próprio emprego, eu acredito que existem dois caminhos bem visuais a serem trilhados (pode haver mais milhões, por favor, se souberem contem aqui para nós).

O primeiro deles é: Procurar algo em que realmente se gosta de trabalhar. 

O trabalho não é só o ganha pão, o lugar de lucro, de fazer fortunas e de ganhar dinheiro. Trabalhar é um excelente meio, se não o melhor, de expressar a vocação e a possibilidade de ajudar o mundo com nossos dons. O trabalho pode ser um excelente exercício de criatividade, de luta por ideais, de expressão e também de prazer. Por isso, é imprescindível fazer o que realmente se tem prazer em fazer. As relações melhoram também e o lugar onde se trabalha deixa de ser um martírio e se torna algo incrivelmente proveitoso a nível pessoal.

Então, temos que descobrir do que gostamos, temos que experimentar e vivenciar. Afinal, vivemos metade de nossas vidas trabalhando.

O segundo caminho é: Fazer da atual realidade, a melhor possível.

Está complicado mudar, o mercado está competitivo, as formações e experiências desiguais e as contas estão chegando… Tudo bem! Considerando a decisão de se permanecer em um emprego que não se gosta, uma boa coisa a se fazer é viver tranquilamente e da melhor maneira possível. Respirar, relaxar, abstrair.

Aquilo não é o que se ama, mas pode se tornar uma gigantesca oportunidade de se fazer coisas que das quais se gosta. Talvez o sorriso das pessoas compense, ou o almoço com os colegas, ou o bem dos beneficiados pelos serviços da empresa, ou o mérito por ter feito um bom trabalho, ou o crescimento progressivo que aconteceu nos últimos meses, enfim, tudo pode ser considerado uma motivação para continuar fazendo um bom trabalho no emprego que não é o dos sonhos.

Não deixe que a frustração faça o seu tempo ser menos precioso, agarre-o e viva com vontade. Por fim, eu queria fechar com uma frase que carrego comigo e me ajuda muito todos os dias quando sinto que algo não vai bem:

A única pessoa que pode mudar sua realidade, é você. Mudar exige coragem e esforço, mas os efeitos podem ser surpreendentes.

Obrigada pela companhia e até mais!

Autor:

Metamorfose ambulante, ♥

12 comentários em “a frustração de um emprego não querido.

  1. Eu acho um pouco lenda isso de Trabalhe com o que você ama. Toda vez que ouço isso penso imediatamente em uma frase que meu professor de economia disse” Trabalhe com o que você ama e então odiará o que está fazendo”. Eu li um livro, desses que são obrigatórios para alguma matéria, não lembro o nome, mas guardei o ensinamento: “Quando você faz alguma coisa, você não precisa amá-la seriamente e sim, agir como se amasse”. Parece surreal ou falso, mas funciona sinceramente, um exemplo, quando comecei a trabalhar em uma joalheria, para pagar a primeira faculdade (lá atrás, faz teeeempo), eu realmente não queria trabalhar lá. Tinha todo tipo de receios e problemas; Mas ao ler aquele livro, comecei a agir como se amasse aquele lugar, aquelas pessoas, aquele trabalho. Qual o efeito? Sempre positivo. “Se eu amasse meu chefe, o que faria? Daria bom dia. Discordaria quando achasse que ele estivesse errado. Perguntaria seu ponto de vista. Ao invés de ficar emburrada, reclamando e mandado currículos”. “Se eu amasse esta loja, o que faria? Varreria o chão mesmo que não fosse tarefa minha, organizaria as coisas, rezaria por ela, manteria seu ambiente harmônico. Ao invés de bufar e pensar em quantas horas faltam para ir embora”.
    Alguns podem até pensar que isso é uma atitude passiva, mas a realidade é que você pode demorar muitos anos para encontrar realmente seu trabalho ideal e enquanto isso você vai ficar mudando de mudando de emprego sem nenhuma perspectiva? Sempre fui da premissa do cultivo, não dá pra colher bons frutos se você apenas comprar as sementes, é preciso arar a terra, plantar, regar, esperar sol e chuva.

    Nossa, eu falo muito. HASHUHSU ❤

    Beijões

    Curtido por 1 pessoa

    1. Acho importante que você fale muito, assim podemos conversar realmente e não só fazer aqueles comentários genéricos, aliás, obrigada pelo seu comentário.
      Eu apreciei muito o que você escreveu, mas diferente de você, eu acredito que possamos encontrar algo que realmente amamos fazer. Porém, o meu texto (não sei se está claro, e se for esse o caso, explico aqui melhor), não quer defender que você deve fazer o que você ama, e sim, que ninguém tem nada a ver com o fato de você se sentir frustrado num emprego, é realmente injusto e tende a piorar toda a convivência no trabalho – o que reflete na vida pessoal – você culpar os outros pelas suas escolhas. Por exemplo, no seu comentário, não é porque você não gostava de vender jóias que suas colegas tinham que ser culpadas por isso (talvez com gritos, grosserias, más respostas, estresses e etc…), você achou uma solução excelente que é “se eu amasse”, eu que não curto algumas coisas do meu trabalho, vou para um ponto mais simples que é “não importa se eu deteste isso, eu devo respeitar as pessoas que estão comigo, porque elas merecem respeito”, partindo do princípio da paz e tomando a responsabilidade das suas decisões para você, o mundo parece bem menos perverso. No geral, foi isso que eu quis dizer: Se você quer ficar fique, se quer ir embora vá. Mas não se esqueça que em ambos os casos a decisão é sua e não dos outros, lembre-se de não culpá-los mais tarde.

      Além disso, o responsável para encontrar coisas proveitosas no seu cotidiano também é você ( outro ponto do texto), se prender ao fato do seu desgosto, só deixará ele cada vez maior.

      Também falo pra caramba hahahahhahaha

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