Publicado em Poematizese

#ResenhadoFilme: A lenda do cavaleiro sem cabeça

Título Original: Sleepy Hollow
Título no Brasil: A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça
Lançamento: 28 de janeiro de 2000 (1h45min) 
Dirigido por: Tim Burton
Com: Johnny Depp, Christina Ricci, Christopher Walken mais
Gênero: Fantasia , Terror , Suspense
Nacionalidade: Alemanha , EUA
Info via Adoro Cinema

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O filme se passa em 1799 e conta a história de Ichabod Crane (Johnny Depp), um policial mal visto, que é designado a resolver um caso de assassinatos numa cidade pequena chamada Sleep Hollow pela corte de Nova Iorque. Chegando lá, ele descobre que todos os moradores acreditam que o assassino é na verdade um Cavaleiro sem Cabeça: uma assombração que arranca as cabeças e as leva embora. Ichabod acredita que todos os moradores estão delirando até que comprova por si mesmo a existência do tal Cavaleiro. A partir daí, ele entra numa busca incessante para descobrir o padrão das mortes e entender o que levou o Cavaleiro à assassinar os homens e mulheres da cidade, para isso, ele conta com Katrina (Christina Ricci) e Young Masbath (Marc Pickering) para ajudá-lo a resolver o mistério e acabar com as mortes.

Sendo um filme de Tim Burton, você pode imaginar a mistura de sentimentos e aqueles efeitos lindos, simplesmente surrealistas, mas, eu quero chamar a atenção para o fato de que ele fez essa incrível produção com um baixo orçamento (como de costume), e que Johnny Depp seu escudeiro fiel, estava lá mais uma vez, para nos apaixonar com seu talento.

Esse filme tem um poder extraordinário: ele mescla terror, suspense, romance e acredite, comédia de um jeito bem homogêneo. Houve algumas cenas em que eu ri porque os personagens tem alguns pensamentos tão irreais que soam de um jeito muito engraçado, ao mesmo tempo, houve cenas em que eu realmente estava com medo de aparecer um bicho enorme e aquele efeito sonoro que leva ao susto – WOW! – que montanha russa o Tim nos colou uma vez mais.

Os efeitos são realmente muito interessantes, hora absurdos, hora combinando perfeitamente com a tensão da cena (repare na cena em que o Cavaleiro corre atrás do homem e em alguns movimentos da câmera há raios e em outros não), achei uma perspectiva realmente interessante: o olhar da presa e do predador muito bem descritos sem necessidade de outro recurso, como a fala.

Outra coisa que eu observei atentamente – esse filme é muito suspense – foram os efeitos sonoros, a sua atenção está totalmente voltada para um foco na cena, mas, conforme a cena vai se modificando alguns sons vão penetrando e aumentando o volume progressivamente, o que te deixa apreensivo e você não sabe porque, até que de repente o som some e você sem perceber perdeu toda a tensão, isso é interessantíssimo, pois é um recurso que se usa para prender a atenção do espectador (claro que há vários outros no filme, mas achei esse muito bem elaborado, por ser quase imperceptível), eu mesma, não sei se pensaria nisso desta forma, quer dizer, eu acho que foi pensado assim, né?! Rs.

A direção de arte do filme cria um universo sombrio que combina com a história, tons frios e azulados o tempo todo mesclados aos tons neutros. Tim tem o dom de transformar seus filmes – e talvez essa seja sua marca – em universos irreais, mesmo com histórias tão próximas da atualidade, o que para mim é muito significativo, já que eu acredito que isso é arte: a imortalidade no tempo.

Contudo, o ambiente da trama também é realmente interessante, um retrato do fim do século dezoito com uma pitada deliciosa de magia: Tim é sucesso.

Uma característica muito interessante do filme é a teatralidade dos personagens, eles são fortes, mas, em alguns pontos você percebe que não são personagens fielmente realistas, e que o exagero muito bem desenhado por Tim traz mais uma vez, a impressão de sonho na trama.

Eu acredito que todos os atores fizeram um bom trabalho, personagens cotidianos com um quê a mais para o surrealismo, que impera nos filmes de Tim Burton, porém, o personagem que achei mais interessante – e ele aparece pouquíssimo – é justamente o de Christopher Walken. Ele aparece pouquíssimo com a sua cabeça, mas está o tempo em cena como o Cavaleiro, eu fiquei realmente impressionada com a maquiagem dele, principalmente no final, quando eu olhei dentro dos olhos dele e vi as veias pulsando, isso é que é ter propriedade do personagem, ser guiado pela emoção e acreditar naquele universo à ponto de suas veias dos olhos saltarem (ok, pode ser por causa das lentes, mas depois que vocês verem, vocês me falam), incrível.

Por fim, eu sou fã do Tim, não conheço o livro no qual o roteiro foi inspirado, mas acredito que fiel ou não, é um excelente trabalho e merece muita audiência.

Deixo aqui com vocês minha citação favorita, o convite para depois que você assistir o longa venha me contar sua opinião e até!

“A maldade tem muitas máscaras, nenhuma delas é melhor do que a virtude.”

Ichabod Crane – A lenda do Cavaleiro sem Cabeça

Autor:

Metamorfose ambulante, ♥

Um comentário em “#ResenhadoFilme: A lenda do cavaleiro sem cabeça

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