Publicado em Poematizese

a vida que foge de minhas mãos…

Escorrendo como água entre os dedos.

Meu relógio grita depois de um sono turbulento: levanta cidadão, é hora de produzir! Inútil eu, esse ser que sente a necessidade de estar em constante movimento produtivo.

MODE ON.
A empresa precisa de você meu caro, sua missão está aqui: produza até ser o melhor produtor, acredite, você será tão bem recompensado por isso.

Dor nas costas, cansaço. Os olhos ardendo, a mente fervendo, meu estômago – essa acidez corroendo. Ansiedade passou da casa do milhar, me acho meio louco, louca, sei lá quem sou eu.
Me despi de mim mesmo e vesti meu político e correto “meu”? Sei lá. Olha a gente ao meu lado: me empurra e chuta, azucrina, incomoda, esbarra, encara, compete e impede de eu me mostrar.
Quem foi que colocou esse limite em mim? Que anula meu eu, ser que tenta me expressar. Já diziam os sábios: bota tua vestimenta e vai trampa!
Maldito rótulo, quem me classificou, quem me mandou ser o ser caótico, da comunidade em que eu estou?
Tô sem explicação.
Na vida, sentida. Que vida? Essa louca ferida, vivida pelo meu “meu”, ultrajada mentira-verdade, impiedade: me incentiva a usar a vestimenta e a deixar a vida escorrer pelas mãos…

Autor:

Metamorfose ambulante, ♥

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