Publicado em Poematizese

viajar, ser mochileiro e a reação da família

Eu coloquei esse texto nos rascunhos já tem duas semanas. Eu esperava que uma luz viesse e me dissesse o que eu devia escrever, mas ela não veio. Então, decidi falar exatamente como me sinto em relação à isso.

Infelizmente nosso mundo se deixou transformar num grande globo de comércio. Hoje em dia tudo é vendível e tudo o que você quiser que ainda não existe, produzirão para vender para você.

Por um lado, isso é extremamente benéfico, nós temos possibilidades de resolver coisas que antes faziam da vida das pessoas muito mais complicadas, temos a vantagem de dificultar a visita de doenças em nossos lares, temos tantas vantagens que não tínhamos antes, e mesmo assim, ainda temos a certeza de que podemos evoluir.

Por outro lado, eu sinto muito mesmo, quando vejo que as relações e sentimentos também estão no pacote de coisas vendíveis. A crença de que para ser é preciso TER se dissipou e fez todos nós acreditarmos nisso, e pior, fez com que se tornasse muito difícil de desmistificar essa ideia.

Eu acredito que todas as pessoas que decidem ser mochileiras passaram, passam ou passarão este processo pelo qual me sinto cruzando agora: o grande questionamento de se ser diferente é uma loucura e todos estão certos, ou se o coração é quem manda e deve-se segui-lo. Primeiramente, eu sempre acreditei que o meu coração manda em tudo, porque é ouvindo ele que eu me sinto tranquila para dormir à noite ou não, portanto, meu conselho é: ouça-o.

As pessoas ao nosso redor, muitas vezes querem nosso bem, também muitas vezes não entendem que o melhor para nós, provavelmente é seguir o que sentimos que devemos. Essas mesmas pessoas podem ser nossos amigos, familiares, conhecidos e pessoas próximas que tem uma visão de mundo bem distinta da nossa. E quer saber? Tudo bem. Pode ser que o coração deles mandem eles viverem assim.

Se o seu coração manda você não se importar com as convenções sociais que dizem respeito ao dinheiro, não se importe. Se você escolheu viver experiências diferentes, viva. Como eu já citei em um texto anterior, no final, o que restará? Só a sua emoção e lembranças de tudo o que você fez.

Mesmo com a certeza no coração de que aquilo é para você, eu sei o quanto dói quando as pessoas que você ama não te apoiam e rejeitam suas decisões. É quase como viver uma guerra dentro do seu ninho de paz. Se sente muita tristeza, muita confusão, muita desilusão, sensação de abandono e crises existenciais do tipo: eu só significo isso? O quanto eu tenho?

Por mais complicado que pareça ser mochileiro num primeiro momento, não tenha medo. Porque só de ter a coragem de sonhar esse sonho já faz de você um revolucionário.

Além disso, vamos pensar em todas as pessoas que queriam fazer um mochilão na vida e por alguma razão, não fizeram. Elas vão aparecer no caminho, porque ainda bem, são muitas, vão ajudar você na sua caminhada, assim como você vai as ajudar a sentir um pouco da emoção da sua jornada.

Vamos também agradecer à todas as pessoas próximas de nós que nos incentivam, que nos ajudam a realmente fazer essa caminhada. Não se deixe vencer se aconteceu de alguém diminuir seu sonho de conhecer o mundo, pelo contrário, tenha em conta que essa pessoa pode mudar de opinião um dia, e que fazendo o seu caminho, você vai ser exemplo para muitos fazerem também.

E o melhor de tudo: você vai realizar seu sonho, vai encontrar pessoas maravilhosas na sua jornada, terá histórias maravilhosas para contar, com certeza será uma experiência enriquecedora para sua vida.

Vá, volte e conte para quem não te apoiou como a vida pode ser bonita!

E pra mim também, porque eu quero saber tudinho! Um beijo e um abraço forte, você não está só, tô aqui com você na jornada dos maluquinhos.

 

Autor:

Metamorfose ambulante, ♥

2 comentários em “viajar, ser mochileiro e a reação da família

  1. Estou no meio do horário do trabalho, mas não resisti… Enquanto o chefe não abre a porta perguntando que raios que eu estou fazendo, tenho que deixar um comentário.

    Moça, independente de você optar por sair pelo mundo carregando sua mochila, pelo que li nos seus textos, você já se aventura com muita coragem na viagem mais difícil: a interna. É muito mais difícil percorrer os caminhos traçados pelo coração que qualquer viagem externa. Você faz isso de uma forma tão botina que valeu o risco do meu chefe (que tem o tamanho de um carro) me pegar lendo seu blog.

    Obrigado pela leitura.

    Curtido por 1 pessoa

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