Publicado em Poematizese

tão profundo…

Você não sente isso?

Como eu posso explicar esse grande vazio, tão profundo, sem dimensionar o quão forte eu sinto as coisas ao meu redor?

Passou-se cinco minutos, meus olhos na janela vendo o infinito do céu, eu perdi por alguns instantes a sensação da existência. Fiquei ali observado o nada, quase que por empatia, sentindo o céu como o espelho da minha alma: grande e vazia.

A ruptura da catarse se deu no primeiro piscar de olhos. A dor estava tão presente que foi quase impossível imaginar que um dia ela não tivesse estado ali… É um sopro frio no coração que consegue romper o ar dos pulmões. Você nunca sentiu isso?

Eu queria gritar, respirar, dizer tudo o que eu sentia. Mas eu não conseguia.

Qual é pior sensação de sufoco, se não a de perder a voz, com a sua capacidade vocal intacta? Duas vozes gritam loucamente dentro de mim, é tão impossível distingui-las, as confundo, as misturo.

“Faça a coisa certa.”, “Continue afundando no mar profundo.”. Será que é isso mesmo que estão dizendo?

Eu não sei. Mas o sopro continua, o ar gelado ultrapassando cada veia que sai do meu coração, prendendo cada músculo do meu sistema respiratório. O céu continua lá fora, grande e vazio, um espelho do que eu sinto por dentro.

Autor:

Metamorfose ambulante, ♥

5 comentários em “tão profundo…

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